A dor que nasce e morre nos meus braços consiste em um ato intenso e intimista sobre uma condição inerente da humanidade, a dor. A dor com a qual eu convivo, crio, destruo e vejo morrer e renascer milhares de vezes dentro de um peito aberto, entre o caos e o acaso, corrompendo ou intensificando meus sentimentos. Amor, desejo, ódio, tristeza, angústia, repulsa, delírio, torpor, euforia, esperança. Eu não minto nem me escondo, apenas sinto. Porém, isso nunca fez de mim algo inquebrável, pelo contrário. O filósofo Friedrich Nietzche discute a ideia de que a dor e o sofrimento são partes essenciais da existência humana. Sem a experiência da dor, o desenvolvimento pessoal não existe. Tanto quanto essencial, a dor é inevitável. E por mais que seja o desconforto que nos leva adiante, tal dialética do sofrimento é e sempre foi justa? Apenas digo que não sou poeta porque aprendi a amar.
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Alan Rezende nasceu no dia 20 de maio de 2003. Criado no interior de Minas Gerais, escreve poesia desde os 13 anos e lançou seu primeiro livro, Sei que quando for verdade você vai saber, aos 19. Hoje, cursa letras na Universidade Federal de Minas Gerais. O autor atua no campo paradoxal entre o sentimento e a razão e em como isso afeta a natureza humana; sensível e dilacerante.
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