A vontade de coçar vem dos incômodos da pele. Coçar até ficar em carne viva é passar do alívio ao desconforto e entrar em contato com algo a mais, que apenas cada um saberá dizer o que é para si. Desconforto faz movimento. Paula, com seus infinitivos impessoais, nos dá lembretes que soam como breves receitas de café da tarde para serem consumidas na companhia da dúvida. Que alívio poder dizer “não sei” e justamente por isso seguir em frente. Aqui relembraremos os saberes do corpo e inventaremos outros saberes ao estilo “pegue a caneta e faça algo com ela”. Há beleza na vida dada no instante JÁ! Se eu respiro, estou viva. O que me resta senão viver da melhor forma possível? É um livro para estendermos as mãos e, de peito aberto, mergulharmos o corpo. Das sutilezas da vida e da escrita — há diferença? “Quem vai narrar utopias para que sigamos acreditando?” Espero que todos nós.
Bianca Freitas




Paula F. de Santana é natural de Uberlândia, MG, nascida em 28 de fevereiro de 1994. Escreve desde os 13 anos e é filha de pais artistas, que tiveram uma grande influência em sua paixão pela leitura e escrita. É psicóloga de formação e artista por necessidade. Além de ler e escrever, também é completamente apaixonada por ouvir as pessoas, pintar, fotografar e observar o mundo ao seu redor.
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