Minha avó paterna foi uma mulher forte que gestou muitos filhos, perdeu alguns deles, carregou farinha na cabeça e deixou-me um legado. Com a mesma linha que ela costurava o tapete ou as roupas das minhas bonecas, hoje teço meu texto. Como benzedeira, ela dizia palavras para acalmar dores, hoje, como psicóloga, sou escutadora de palavras para elaborar cores. Aqui, enquanto poeta, costuro minhas palavras para retratar os dissabores da minha brasilidade e da minha feminilidade.
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Geisi Mara Rodrigues é paranaense, nascida em Pitanga, passou parte da infância e adolescência em Mato Rico, uma cidade que só tem uma rua que vai e outra que vem. De lá, mudou-se para Maringá, casou-se e teve quatro filhos. Psicóloga com pós-graduação e mestrado na área, exerce a clínica psicanalítica em seu consultório e escreve sobre a vida em qualquer lugar.
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