Quando iniciei a leitura de Filas de espera, recebi um pedido deste maravilhoso escritor: leia com calma. E apesar de me sentir extremamente honrada por ler esta história antes de todo mundo, e desejar cumprir com todos os combinados, receio dizer que não foi possível. Assim que Sílvio e Leonardo foram devidamente apresentados, foi impossível ficar no quase e seguir o estilo de vida de um deles (não vou dizer qual, você em breve irá descobrir). Totalmente envolvida, ansiei por virar cada página e descobrir mais sobre essas duas pessoas tão distintas e apaixonantes, com destaque para o personagem repleto de “quases”, que roubou meu coração desde a primeira aparição. Com a narrativa poética que lhe é característica, Eduardo consegue nos conduzir para uma história repleta de nostalgia enquanto passeia por sentimentos e situações atemporais. Orelhões, cartões telefônicos e bibliotecas garantem o contexto histórico para o desenrolar de uma história que poderia se passar alguns séculos atrás ou nos dias atuais e, mesmo assim, nos encantaria. Ambientado em um passado não tão distante, mas que para os mais novos pode parecer quase inacreditável (afinal, como as pessoas viviam sem celular?), as próximas páginas te levarão para uma viagem no tempo digna dos filmes em preto e branco que, ao final, te deixam aquela sensação de vazio existencial e o rosto tomado por um sorriso bobo…
Yara Prado




Eduardo C Souza é mineiro, de Ouro Preto. Vez por outra, tem ideias para escrever um livro. Foi assim com suas primeira e segunda obras em prosa, bem como com o primeiro livro em versos. Durante a pandemia do COVID-19 pariu seu terceiro romance, Filas de espera. Além disso, venceu um concurso de poesia. Como prêmio, publicou seus poemas reunidos. O autor é professor de história das redes pública e particular, tentando explicar esse mundo cão para seus alunos, mas que, de vez em quando, abraça a ficção e tenta oferecer mais poesia para todos.
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