Não é incomum. A pessoa mais brilhante de uma turma de jornalismo não ter a menor vontade de trabalhar em jornalismo. Baterista, escritor, professora (!) e… Helena A.R.S. é atriz, diretora, autora de peças e, aqui, agora, de Tudo que eu queria dizer antes de morrer. Começou como monólogo teatral, virou podcast, se reinventou no Instagram e, agora, surge o objeto livro. Prólogo, 29 cartas — para si mesma criança, família, analista, marido, amante, chefe, esquerdomacho, Deus… — e epílogo. Quem as remete é Ofélia, que, vai-se descobrindo, é atriz, filha de uma atriz shakespeariana que se afogou. Ir além seria sabotar o riso e o choro da leitura. No palco, Helena pedia que a plateia votasse em quais cartas queria assistir e as ordenava para lhes maximizar o efeito. Reunidas neste volume, cada carta ilumina a seguinte. Até que se vislumbre o todo: um romance sarcástico, feminista, sombrio.
Arthur Dapieve




Helena A.R.S. é formada em jornalismo pela PUC-Rio e em interpretação pela CAL. Assinou as dramaturgias de Banho de sol (2015), Ed & Cath (2016) e Tudo que eu queria dizer antes de morrer (2019), que virou podcast e deu origem a este romance. Viciada em contar histórias, provavelmente, nesse instante, está sentada em algum boteco, criando tramas e personagens.
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