O livro que você tem em mãos é uma obra de singular beleza poética, que nos transporta simultaneamente para os recantos mais profundos de nossa alma e para os cenários de uma cidade do interior. Esta é a esquisitofrenia que a poesia de Gustavo da Encarnação evoca. Sua poética é como uma cartografia das emoções, um território desconhecido que ressoa com a familiaridade de nossas próprias paisagens interiores, ou mesmo lembranças que parecem estranhas, mas que ganham vida como memórias suscitadas pelo autor. A ficção lírica permeia sua poesia, aos pés da Pedra da Balança à vastidão da Pedra do Baú. É nessa conversa que sua imaginação se desdobra diante – e dentro – de nós. Como o autor expressou com maestria, “Quanto mais se se aproxima do horizonte mais os pés deixam o chão”. Esquisitofrenia nos leva à beira do horizonte onírico do poeta e nos convida a mergulhar na ficção de sua poética.
Rinalda Duarte




Gustavo da Encarnação nasceu em 1981. Natural de Guaratinguetá, da Vila Brasil, interior de São Paulo. Vive em São Bento do Sapucaí, São Paulo. Graduado, mestre e doutor em História pela FCL/Unesp-Assis e pós-doutor pela PUC-SP. Foi pesquisador visitante na Universidade Nova de Lisboa. Publicou poemas em coletâneas e o livro de poemas Os passarinhos de minha mente (2022). Esquisitofrenia é seu segundo livro de poemas.
Bruno Gustavo Muneratto –
Poesia alquímica que se mistura com narrativas e brinca com palavras assim como com os sentidos (todos os seis). Obra de maturidade poética!
Bruno Gustavo Muneratto –
Poesia alquímica que se mistura com narrativas e brinca com palavras assim como com os sentidos (todos os seis). Obra de maturidade poética que vem para libertar passarinhos das mentes e abrir caminhos de imaginação.
afrikaakirfa1235 –
Gustavo, autor de Esquisitofrenia, une duas qualidades de um bom escritor: respeito ao tempo da escrita, e capacidade criativa de fazer viver seres inanimados. Percebe-se esse jogo simbólico em poesias como “A velha e a neta”, na qual consta belo verso segundo o qual “o tempo já foi um pequeno pássaro”, frase na qual me ative de imediato, na primeira leitura da obra. O “velho carro de boi”, outro acerto desacertado do poeta me tocou em muito, na qual assinala uma luta às escondidas entre o capitalismo e a cultura, um carro de boi num museu, um museu onde jaz coisa morta, administrado por algum burocrata como em muitos museus de nosso país.. Enfim, a poesia de Encarnação trabalha com base em feridas em aberto, desconstruindo a ideia segundo a qual o “esquisitofrênico” é sempre o outro.. Espero ansioso por outra obra do autor e já indiquei essa obra para ser objeto de estudos de cursos de introdução a estudos literários aqui de universidades bahianas: Unilab-Malês, UFBA, UFRB. Parabéns à editora por ter acertado nessa produção!
afrikaakirfa1235 –
Gustavo, autor de Esquisitofrenia, une duas qualidades de um bom escritor: respeito ao tempo da escrita, e capacidade criativa de fazer viver seres inanimados. Percebe-se esse jogo simbólico em poesias como “A velha e a neta”, na qual consta belo verso segundo o qual “o tempo já foi um pequeno pássaro”, frase em que me ative de imediato, na primeira leitura da obra. O “velho carro de boi”, outro acerto do poeta me tocou em muito, na qual assinala uma luta às escondidas entre o capitalismo e a cultura, um carro de boi num museu, um museu onde jaz coisa morta, administrado por algum burocrata como em muitos museus de nosso país.. Enfim, a poesia de Encarnação trabalha com base em feridas em aberto, desconstruindo a ideia segundo a qual o “esquisitofrênico” é sempre o outro.. Espero ansioso por outra obra do autor e já indiquei essa obra para ser objeto de estudos de cursos de introdução a estudos literários aqui de universidades bahianas: Unilab-Malês, UFBA, UFRB. Parabéns à editora por ter acertado nessa produção!