“Maruzia Dultra mergulha fundo na ideia de que poesia é liberdade e de que poema é o exercício verbal dessa liberdade. Mas por que ‘inventário’? Por que ‘bibelô’? Porque toda e qualquer liberdade só se alcança com método capaz de ser repetido sem fim (‘inventário’) e colecionando bens cujo valor está simplesmente em existir, de graça e com graça (‘bibelô’). Aqui, encontramos poesia em estado concentrado: som e sentido adulterados em jogos diversos. Mas também há lirismo. Tudo nesses bibelôs verbais apela para o lirismo, não o autobiográfico, mas o da experiência das palavras. Quando algum ‘eu’ se insinua, de pronto foge e deixa como rastro palavras cheias de graça, humor, amor, tesão, chiste, inteligência, clichê ou emoção. Sinta-se também livre, caro leitor, como os espaços em branco das páginas que Maruzia nos deixa, para brincar com seu universo poético.”
Sandro Ornellas




Maruzia Dultra nasceu em Salvador, Bahia, em 1980. É jornalista, mestra em artes visuais pela USP, doutora em difusão do conhecimento e pós-doutora em literatura, ambos pela UFBA. Na artesania de palavras, cria adulterações como poeta, faz experimentações acadêmico-científicas como artista-pesquisadora e trabalha “detectando os erros dos outros” como revisora de texto. Este é seu primeiro livro todinho só de poemas.
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