Mais um livro de Bioque Mesito: A Montanha Diária, imagem poética contemplativa na qual ele narra sua existência nas trilhas dos versos. Obra de gênero híbrido entre o lírico e o narrativo. O autor evoca ora o eu lírico, ora o narrador-personagem em seus relatos de memória. Um ser peregrino em suas reflexões, entre crenças e quefazeres no mundo contemporâneo. Ele fala sobre sexo, religião, música, sustentabilidade, economia, tudo na mesma velocidade com que atravessa o dia bombardeado de informações, porque é um agente de seu tempo, herdeiro da aldeia de McLuhan. Homem contemporâneo cujos versos transmitem notícias instantâneas de um mundo globalizado. A poesia de Bioque Mesito tem uma nacionalidade universal. Seus versos seguem livres, sem pontuar o pensamento. Quando libidinosos, eles lembram o erotismo lendário de Bocage. Ele ama a ilha em que vive sob o ressaibo de afeto e desafeto, misturando suas paisagens urbana e política com as paisagens humana e desumana do mundo. Mesito promete surpresas aos leitores, e o livro, por seu turno, quer ser lido do início, meio ao fim.
Wanda Cunha




Bioque Mesito é poeta, nascido em São Luís, MA, em 3 de fevereiro de 1972. Possui vários prêmios em concursos de poesia em âmbito local, regional e nacional. Faz parte do coletivo literário Os Integrantes da Noite e do Grupo Curare de Poesia. É autor dos livros de poemas A inconstante órbita dos extremos (2001, com reedição comemorativa em 2021), A anticópia dos placebos existenciais (2008), A desordem das coisas naturais (2018), Odisseia do nada registrado (2020), Uma estranha maneira de se comparar amanhãs (2021) e Revoada de interrogações (2025).
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