Deyse Magalhães aborda um caldeirão temático, desde a solidão das noites escuras do vale, desde a valorosa presença da mulher no mundo, o carinho de mãe, o perfume nectarino das flores, o cheiro do barro ou de café fumegando nos velhos fogões à lenha do seu povo, pois que Deyse Magalhães é povo. O universo poético da autora é vasto em reflexões, é ancho em percepções poéticas e a todo instante sinaliza para o segredo e o sagrado, ama sua devoção pela Santa do Rosário, pelos congadeiros, pelos artesãos, pelas lavadeiras do rio, pelos canoeiros, pelos lavradores.
Cláudio Bento




Deyse Magalhães Silveira nasceu em Minas Novas, no Vale do Jequitinhonha. É graduada em Filosofia pela PUC Minas, produtora cultural, agente cultural, pesquisadora popular e escritora. Há mais de vinte anos escreve para jornais de bairro de Belo Horizonte. Foi coordenadora, redatora dos Jornais Às Margens do Ipiranga e Bastidores da Cultura. Escreve sobre arte, cultura e memória da região nordeste de Belo Horizonte e do Vale do Jequitinhonha. É membro da diretoria da Associação dos Poetas e Escritores do Vale do Jequitinhonha e membro fundadora da Academia de Letras do Vale do Jequitinhonha – ALVA.
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