A vida é estranha e a gente esquece. Um dos motivos pelos quais as pessoas procuram oráculos, acredito, é justamente relembrar. Um oráculo encena com imagens arquetípicas o momento de quem o consulta, narra seus motivos simbólicos e senta o consulente na plateia. Para se reencantar e intervir. Quem abre este livro, reencontra o susto de perceber como o real e o mágico são íntimos. Aqui, uma estranha fauna ou um sinal do futuro se espalham num banho, num saque de dinheiro, num link do algoritmo. Uma reunião de imagens, pistas e pequenas histórias que nos relembram que tudo é oráculo, basta que tenhamos um tentáculo de encanto para ler os fatos.
Juliana Bernardo




Fernando Ferreira Ananis tem 28 anos, é cuiabano e mora em Campinas, São Paulo. É formado em comunicação social e mestre em estudos de linguagem pela UFMT. Publicou contos em diversas antologias e foi vencedor do V Prêmio Jovens Dramaturgos (2015) com a peça Leão D’água.
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