Show me the way to the next whiskey bar. É assim que o poema de Bertolt Brecht coloca fala na boca de Jenny arrodeada por suas queridas prostitutas no primeiro ato de Rise and Fall of the City of Mahagonny. E não me pergunte o porquê. Afinal de contas, estamos falando de um Whisky Adulterado que embebeda a Sociedade do Cansaço; que corta a retina com a navalha do sujeito que se prepara para barbear; que acessa a viela escura, putrefata e viscosa dos organismos doentes. Apesar de toda repulsa, é como um corticoide para o acamado. Em sua coleção Whisky Adulterado, Ozeias Alves revela o jovem, talentoso, sensível, um bubônico escritor de contos. Uma dessas pestes muito raras que pode se encontrar na literatura clandestina-sofisticada-marginal brasileira. Sua leitura, sem sombra de dúvidas, é um encontro marcado pela pujante viagem no lirismo e inspirações que ascendem a política dos indivíduos afetados.
Daniel do Carmo






Ozeias Alves Junior nasceu na cidade de Baixo Guandu em 22 de novembro de 1993, sob o signo de Sagitário. Iniciou seu caminho sem volta com a literatura na infância, quando encontrou um livro de poesia num lixão do bairro em que vivia. Já na adolescência, começou a escrever seus primeiros versos e histórias. Fã de Janis Joplin e Edith Piaf, semifinalista da OLP de 2010, atualmente é vice presidente da Associação Cultural Cadoz, fundada em 2019.
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