Carlos Drummond de Andrade disse que, em Ouro Preto, “não adianta correr as ruas e pontes, morros, sacristias, se não houver total entrega”. O poeta Lucas Ramos de Oliveira Santos, um dos mais ouro-pretanos entre aqueles que aqui vieram tentar a sorte, alude a esse sentimento da forma que somente quem adotou Ouro Preto é capaz. Seus versos são um espelho dos laços que criou com a cidade e o povo que aqui transita. Isolado em terra estranha, entre a melancolia e seu infindável apetite de viver, abraçou a cidade como se ela fosse uma mãe que acalenta e aconselha. Não é difícil encontrá-lo de madrugada flanando sobre o pé-de-moleque, em busca de (re)encontros. Ouropretando entre o Rosário e a Nida, Lucas convida o(a) leitor(a) a acompanhá-lo nas subidas e descidas das vielas da vida de quem se atira em tudo para encontrar um motivo, sempre com fôlego para recomeçar.
Alberto Godefroid




Lucas Ramos de Oliveira Santos nasceu em Belo Horizonte, mas há 12 anos se sente pertencente à Ouro Preto. Trabalha na 1ª Promotoria de Justiça da cidade e, na Universidade Federal de Ouro Preto, cursou direito, fez mestrado e agora cursa filosofia. Não quer parar de estudar. É ex-aluno da República do Arco da Velha e continua dividindo casa com outras(os) amigas(os). Não quer morar sozinho algum dia. Quer continuar refletindo sobre o contexto dos afetos e dos aflitos.
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