Elio Cunha, neste seu Casaco de tripas e coração, muito me lembra os ventos que vêm do Norte, bem como a poesia vibrante de Ferreira Gullar, a palavra certa de João Cabral de Melo Neto. Neste seu percurso entre uma língua na sua vertente mais formal, e outra, prosaica, a poesia de Cunha firma o passo na tradição e no tempo de hoje, cantando e contando histórias em versos ritmados de vento e de sal. As roupas que trama e traja, aliás, feita da própria matéria humana, conforme o título já nos traz, caem nele muito bem, porque visceral, poeta arrebatado que é.
Leonardo Costaneto




Nascido em 1968, numa família de agricultores, em Jesuítas, no Paraná, Elio Cunha, formado em letras e direito pela Universidade Federal de Rondônia, é professor em escola pública de Porto Velho e servidor da Defensoria Pública do Estado de Rondônia.
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