A escrita contida neste livro é resultado de uma articulação de experiências pessoais e de pessoas que toparam seguir na empreitada de contarem suas histórias de vida, especificamente, as narrativas de suas migrações. Em uma tentativa de contornar esses textos por meio de uma escrevivência que coloca o corpo para jogo, o cotidiano e as memórias. O menino que conta sua história, faz uso da palavra do outro para comunicar alguma coisa do seu universo, mas também, dá notícias de um fenômeno que pulsa na mesma medida em que acontece por meio de seus deslocamentos. Literalmente é um estudo que nasceu acadêmico, mas cresce como um Ensaio, nos seus múltiplos sentidos. Dessa forma, considerando que a vivência do fenômeno migratório é atravessada pela singularidade do sujeito que migra, na dialética com o mundo social que o permeia, foi possível observar uma riqueza de significantes e sentidos atribuídos à experiência da migração nordestina.
Quando se anda pela terra seca : algumas cenas da migração nordestina na metrópole paulista
Autor (a):Roberval Santos
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(2 avaliações de clientes)R$ 60,00
SKU: Roberval Santos Categoria: Ensaio Tags: caravana, caravanagrupoeditorial, editoraindependente, Literatura
Roberval Santos é baiano, natural da cidade de Capim Grosso, Bahia. Psicólogo e psicanalista, é mestrando em psicologia clínica pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IPUSP) e membro da equipe Veredas: Imigração e Psicanálise (IPUSP). Seus principais temas de pesquisa são Migração e Psicanálise, A dimensão sociopolítica do sofrimento, Interlocução entre psicanálise, sociedade, política e cultura, Oniropolítica e Clínica ampliada/ psicanálise extramuros.
Título da obra: Quando se anda pela terra seca : algumas cenas da migração nordestina na metrópole paulista Autor: Roberval Santos Gênero da Obra: Ensaio Formato: 14x23 cm ISBN: 978-6552-23-1901 Número de páginas: 60 Editora: Caravana Capa e editoração eletrônica: Ramiro Magalhães
2 avaliações para Quando se anda pela terra seca : algumas cenas da migração nordestina na metrópole paulista
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Kayque Pelegrino –
Da terra seca a um mar de lembranças que banham não só a memória dos que lêem, mas coloca em ato (e para a eternidade) as experiências e memórias de migrantes na selva de pedra da capital, vemos ali cenas de coragem, política e um tanto de tática de sobrevivência. “Quando se anda pela terra seca” nos aponta com muita perspicácia que memórias também se fazem pelo corpo e o transcorre, marcas que com sua escuta atenta o autor transmite tão bem para o seu leitor.
Amanda Pinheiro –
De uma sensibilidade tamanha, “Quando se anda pela terra seca” faz uma travessia pelas memórias e vivências dos participantes dessa escrita, mas também pelo que pode ser compartilhado com tantos outros migrantes que fizeram o caminho de deixar sua terra para criar outras histórias em São Paulo.
O autor tem a preocupação de se colocar dentro da escrita também participando deste caminhar nessa linha feita entre passado e presente, onde apesar dos dados, das referências e argumentações acadêmicas, pode se notar o sentir sobre a própria experiência, bem como a abertura e interesse em compartilhar com o outro que lê este olhar que foi muito bem enlaçado, tornando a leitura desta obra fluida, bonita e profunda.