Os poemas de Leide Freitas chegam despretensiosamente, deixam suas marcas com a suavidade de quem toma uma xícara de chá e nos tocam com a simplicidade de suas rimas e metáforas cativantes. Não à toa, a poeta transborda sentimentos sobre temas inquietantes, como identidade, amor, felicidade, velhice e morte. O feminino é outro ponto de destaque na obra: o desejo de ser livre, de compreender a si mesma e seu papel no mundo ou simplesmente de permitir-se experimentar a vida. Ao ler os poemas de Leide Freitas, mergulho em seu mundo e descubro também ser o meu mundo, numa atmosfera de cumplicidade: Depois de todas as vezes Que me afogaram, As ondas do mar me devolveram, E eu ressurgi linda e fresca, Totalmente renascida. É como ouvir a amiga, sentir um abraço e permitir-se imergir em suas Reflexões íntimas.
Michele Fernandes




Leide Freitas é cearense, escreve desde a adolescência e destruiu a maioria dos poemas, sempre adiando o desejo de escrever, esperando o tempo certo que nunca chegou. Participa dos coletivos Escreviventes, Poexistência e Mulherio das letras. É autora de O diário de Sabrina e Em tempos de pandemia. Publicou os zines Semi-eróticos e Renasço de todos os naufrágios. Tem participação em antologias e revistas digitais.
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